“Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.” - Clarice Lispector

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Telegrama

Eu tava triste, tristinho!  Mais sem graça que a top-model magrela na passarela. Eu tava só, sozinho! Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora que cai o pano. Tava mais bobo que banda de rock, que um palhaço do circo Vostok. Mas ontem eu recebi um Telegrama. Era você de Aracaju, ou do Alabama. Dizendo: Nêgo sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz:
Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito muito te ama, que tanto te ama! Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria. [...] ♫♪
 
Zeca Baleiro 

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