“Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.” - Clarice Lispector

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um outro lado da mesma pessoa

Constantemente ouço a frase "não sabia que você era assim". Ou melhor, "não conhecia esse seu lado".

A real, é que eu só doo para as pessoas aquilo que sinto necessidade em mostrar. Não vou tratar como amiga de infância, por exemplo, aquela garota da minha faculdade que não passo das conversas triviais, se não me sentir a vontade pra isso. 

Achava que todas as pessoas pensavam assim, ou deveriam pensar. Porém conheço muita gente que faz exatamente o contrário. E se elas se sentem bem vivendo assim, ok. Só que eu não consigo.


Eu sou feita de instantes, momentos. Alguns necessito da solidão do meu quarto vazio, com a simples companhia de um livro e um café. Ou uma música. Outras preciso emergir no abraço de meus melhores amigos e rir com eles a noite toda. Outras ainda, simplesmente olhar as pessoas, não preciso nem conhecê-las, somente o exercício de observa-las já me fascina. E na maioria das vezes, estar com minha família, só ouvindo o som deles ao redor de mim já é uma benção divina.


E isso não faz de mim uma pessoa com várias caras. Mas o que então? Talvez eu possa dizer que tenho várias almas, várias constantes em que cada uma precisa de um apego, de um momento. Tenho a alma de uma criança e de uma idosa. Tenha a alma de uma mulher e às vezes de um menino. Tenho a alma complacente, compreensiva. E muitas vezes, tenho a alma impaciente e rude. 


Sou várias facetas em uma mesma pessoa. E se você me conhecer bem, saberá distinguir todas elas, e reconhecê-las em mim. Saberá encontrar todas elas intactas no meu dia-a-dia independendo do meu humor ou estado de espírito.


                                                                                                                    Ana Carolina Maia

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Essa sou eu. Sou isso. Sou esses. Sou essa.

Oi, eu sou a timidez! E esse meu jeito me faz temer (demasiadamente) o novo, o diferente. Mas arrisco meu medo, e num momento, quase que sem pensar, respiro fundo e arrisco. Fiz isso em todas as vezes que precisei cortar esse medo, ser forte. E ainda bem que fiz, senão não teria saído do lugar.

Olá, eu sou a ansiedade! E essa minha ansiedade me matará um dia, tenho certeza disso. Morro anos luz antes de acontecer. Morro imaginando o que poderia acontecer. Morro no momento exato em que está acontecendo. Ou seja, coração forte o meu, claro. Única explicação.

Ei, eu sou o perfeccionismo! E isso irrita a mim mesma. Me irrita. Irrita-me. Argh. Se outra pessoa faz, encontro algo que pode ser melhorado. Se eu faço, encontro vários "algos" que podem e devem ser melhorados. E vou "melhorando", e "melhorando" até perceber que mudei praticamente tudo do que estava antes.




Prazer, essa sou eu, cheia de defeitos (milhares deles não conseguiria descrever aqui) e cheia de qualidades também. Mas minha auto-crítica me impede, severamente, de expô-los também, então...

Enfim, essa sou eu. Carol. Humana. Mais uma na multidão. Única na multidão. 
E você? Qual defeito ou qualidade que te descreve tão bem que parece ter sido inventada por você ou para você?

                                                                                                              Ana Carolina Maia

domingo, 12 de maio de 2013

A visão (de uma Stelena) do triângulo.




Nú e crú, o Piloto de The Vampire Diaries nos foi apresentado como “Uma série sobre vampiros, em que uma humana se apaixonava e ficava dividida entre dois irmãos. Um bom, e outro mal.” Aos poucos, a história foi acontecendo, nós nos deparamos com um amor lindo, único, de uma humana e um vampiro. Um amor inigualável. Que crescia, cada vez mais forte. Que ultrapassava barreiras. Aquele casal que morreria um pelo outro, que faria qualquer coisa para ter apenas um sorriso do seu companheiro. Aquele casal que se completava de uma forma única. E porque não? Épica! Stefan e Elena se conheciam no olhar, no gesto. Eles não precisavam de uma palavra sequer pra saber o que o outro estava sentindo. Eles se ajudavam, se amavam como se não houvesse mais nada no mundo além daquilo que estavam vivendo. Aquela menina que não queria acreditar na existência de vampiros, se percebeu completamente apaixonada por um.
Num dia, se arriscou entrando numa casa cheia deles, porque não conseguia pensar na hipótese de seu amor sendo torturado e possivelmente morto.  Afinal, eles estavam lá um pelo outro. E no outro dia, em um de seus momentos de escuridão, ela estava lá pra dizer que não tinha medo dele, que não deixaria de acreditar nele, e que o amava. E isso bastou. Porque se o amor dele a fazia feliz por estar viva, o amor dela o dava sentido em viver.

Descobrimos também que não existe bem essa história de: irmão bom e irmão mal. Não é tão simples. Ambos são vampiros, já mataram por prazer, já amaram, já fizeram coisas para serem chamados de bons e maus… a diferença entre esses dois irmãos não é tão simples assim. Precisaria de tempo pra descrever, então vou pular essa, que não é o meu foco. :)

Mas espera! No piloto foi apresentado um triângulo, certo? Até aí nós conhecíamos a força do amor Stelena. Mas e a terceira ponta desse triângulo? Damon. Exato! Todos sabiam que uma hora a terceira parte desse jogo seria explorada. E foi. Se foi real? Uns dizem que não, outros dão certeza que era. Não sabemos. Julie certamente está preparando uma cena daquelas pra nos dizer isso antes de acabar essa longa temporada. Ou não… se tratando de Plec e TVD, é tão certo como 2 e 2 são 5.
Eu só sei que eu gostava da amizade deles. Damon e Elena tinham uma amizade bonita. Sim, eles eram bons amigos. 
Por causa de Stefan, Elena se aproximou daquele cunhado que só fazia besteira, mas que no fundo ela acreditava que tinha um bom coração. Ela tentou por muitas vezes acreditar. Ela ficou amiga dele, conseguiu conquistar a confiança daquele cabeça dura. Ela quis ajuda-lo quando ele descobriu que o grande amor de sua vida o tinha enganado. Que ele tinha gastado anos e mais anos de sua vida atrás de uma mentira... Mas Damon não conseguiu ficar só na amizade. Ele quis mais. Aquela amizade ganhou mais força quando se uniram pra trazer Stefan de volta. Aquele que eles tanto amavam, e que faria qualquer coisa por eles. E quando Stefan já não estava mais lá (e não digo só fisicamente), quando seus sentimentos pareciam ter sumido também, Damon estava lá com ela. E ela se sentiu confusa. Será que aquilo era mais que uma amizade?

Apesar de todas as dúvidas que a sufocavam naquele momento, ela teve uma certeza. A única certeza. A maior de todas elas. Seu amor por Stefan não tinha sumido. “Não importa o que eu sinta por você Damon, eu nunca vou deixar de sentir por ele.” Vamos dizer que em seu último suspiro, ela soube o que sempre quis. Ficar com Stefan. Não importava o que tinha acontecido. Aquele amor era a maior certeza que ela poderia ter.

Mas as coisas mudam. Em The Vampire Diaries, as coisas se complicam! Elena estava morta. Ou quase isso.

E em seu (segundo?) último suspiro de vida, ela teve a certeza, mais uma vez, que tinha ido pelo caminho certo. “Eu tinha que escolher, e escolhi você. Porque eu te amo e não importa o que aconteça, essa foi a melhor escolha que eu já fiz.”

Mas a partir de seu último suspiro como humana, e seu primeiro como vampira, as coisas começaram a mudar. Ela ainda tinha certeza de seus sentimentos, mas como eu disse antes, as coisas em TVD só se complicam.

Fomos então apresentados oficialmente ao triângulo. Aquele triângulo que fomos entendendo aos poucos, que começou fraco, mas que com o tempo nós sabíamos que ia acontecer.
Sim, é a história de amor de Stefan e Elena. E sim, Damon faz parte dessa ponta do triângulo.

Na cena em que Elena está recuperando seus sentimentos, ligando sua humanidade (foto), naquele momento, é nítido, é claro, quase palpável, o triângulo de TVD. Stefan e Elena, em primeiro plano, como o casal central da série. E Damon no fundo, em segundo plano.
Porque essa é a história do show. E o que vai acontecer amanhã? Ninguém, além de dona Julie Plec sabe. Mas com base na história, dá pra tirar nossas conclusões. Uma hora o triângulo tinha que acontecer, mas uma hora ele terminará. E no final, não há argumento contrário que mudará o fato de que o verdadeiro amor, sim, ele triunfará!

                                                                                                  Ana Carolina Maia, - 08/05/2013


Clique aqui pra ver a cena. "Elena recuperando sua humanidade e Stefan à acalma. 4x21"

domingo, 7 de abril de 2013

pensamento do dia

Muitas namoros começam de uma grande amizade, mas nem toda grande amizade termina em namoro. ♥


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O mundo não tem fim




O mundo acaba à cada instante que você deixa de ser feliz, de fazer o bem ao seu semelhante. 
O mundo acaba pra quem não sabe ouvir. 
O mundo acaba à cada lágrima de uma criança que chora. 
O mundo acaba na dor da mãe que perdeu seu filho, e na tristeza da criança que não tem os pais. 
O mundo acaba quando não sabemos sorrir, ou quando achamos que não temos motivo para tal. 
O mundo acaba pra quem só enxerga maldade. 
O mundo acaba se o homem parar de sentir. 
Mas ele ressurge na esperança do que chora, na luta do que persiste, na vitória do que sonha. O mundo nasce de novo quando fazemos alguém que amamos, simplesmente, sorrir. E ele nunca acaba para aqueles que amam.

Ao invés de pensar no fim do mundo, pense num mundo novo e melhor que podemos construir. Feche ou ouvidos para as coisas ruins e abra os olhos pras coisas boas. Pense positivo, pense grande. Pense no outro, e não somente em você. 
Já está mais do que provado que as "notícias" ruins se alastram pelo mundo de uma forma quase que incontrolável. Muitos podem duvidar e bater o pé que não, mas a maioria engole cada palavra que escuta como se fosse a verdade mais absoluta. Vire isso pro lado positivo então.. Ouça uma notícia boa e, espalhe. Espalhe o bem.. plante as atitudes boas, que no futuro, nos deliciaremos com um colheita pra lá de especial.
                                                                                                      Ana Carolina Maia

sábado, 10 de novembro de 2012

As Carol's, inseparáveis! *-*

Dizem que só se dá valor à algo que lhe é verdadeiro, quando perde. Mas eu não quero (e não preciso) perder sua amizade para perceber o quanto ela é importante pra mim. Já ouve momentos em que brigamos? É, pode ser que sim. Já ouve momentos em que ficamos magoadas uma com a outra por alguma banalidade talvez? Pode ser que sim também. Mas quer saber.. Isso faz parte de uma amizade. E isso não importa mais, porque eu nem me lembro de ter ficado chateada com você... em alguma outra vida talvez? rs O que me lembro com clareza é sua última risada de alguma palhaçada que eu fiz. De suas últimas lágrimas, quando deitada sobre meu ombro, se desculpou por eu ser a única que você podia e queria falar naquele momento.. E você quer saber a verdade do que eu senti? Eu posso não ter te dito ali, naquela hora, mas eu me enchi de orgulho por ser sua amiga, por poder te dar nem que fosse um mínimo de conforto quando você precisou. 
Falar sobre qualquer coisa com você me parece tão fácil, tão normal, natural. E é isso, isso que define uma amizade. É você estar com aquela pessoa que você se importa, quando ela sorri, quando ela chora pedindo um alento, quando ela se sente confortável de se expor, como ela realmente é, sem medo do ridículo, sabendo que o outro só quer o seu bem.
Nós nos reconhecemos como amigas quando tínhamos 6 anos. Pode ser pouca idade para alguns, talvez alguém tenha pensado que não ia pra frente, mas eles estavam enganados. Foi muito bom ter te encontrado na minha infância. Fez dela muito mais especial. E da nossa amizade mais verdadeira. Amadurecemos, nossa amizade amadureceu. Não temos mais os mesmos planos e ideais que tínhamos há alguns anos atrás. Mas uma coisa que eu sei que não mudará nunca, é a vontade e a certeza de que iremos ficar juntas pra sempre. De que nossa amizade se multiplicará com os anos. De que iremos compartilhar muito mais lembranças. De que iremos olhar pra trás um dia e ver que fizemos o caminho certo, juntas, sempre. Eu fico muito feliz de ter você comigo e fico muito mais feliz quando te vejo feliz ao meu lado. Não tem felicidade maior que ver quem você ama feliz. Você sabe como eu sou, quero ajudar todo mundo que amo, quero que todos fiquem bem.. com você não é diferente. Eu quero que você realize todos os seus sonhos, que você seja a mais feliz entre as felizes!

Eu poderia falar milhões de outras coisas que eu quero pra você, do que nossa amizade significa pra mim, de como quero que estejamos daqui à... 50 anos, pode ser? rs Mas eu sei que você detesta ter que ler textos longos! (Não ficou tão comprido assim vai! rs) E para finalizar: três palavras pra você, minha verdadeira amiga. 

EU TE AMO! ♥


"Amizade é um amor que nunca morre!" - Mário Quintana

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

certeza das incertezas

Dá medo. De você mudar e eu não te reconhecer. Não te reconhecer nas palavras, nos gestos, nas atitudes. Não te reconhecer na nossa infância. Não te reconhecer na nossa amizade. 
Bate um terrível medo de eu também ter mudado. De não reconhecer em mim a menina que um dia fui. De não conseguirmos mais nos reencontrar e o tempo distanciar essa amizade que tanto tínhamos prazer em compartilhar. A angústia bate quando sinto que não me vê mais como me via. Que não nos vemos sempre que queremos como era antes. Dói imaginar que vou perder aquilo que achei que seria eterno. Um sorriso, uma palavra, um olhar. Seu silêncio. Tudo me fazia ter certeza que seria eterno. E agora dói por ter a dúvida de que pode não ser. Nada do que vivemos vai se apagar. Mas o tempo amorna as coisas. Você conhece outras amigas, e eu também. O foco muda. A distância pode não ser importante nessa equação chamada amizade, mas o distanciamento importa. E modifica o que um dia foi concreto pra nós. Eu nunca vou deixar de me importar contigo. E espero que seja recíproco. Só queria te ver mais! Não ter que te encontrar eventualmente por cinco minutos. Apesar disso matar a saudade, é muito pouco. Quase que não basta. Sinto medo de me perder. Mas medo maior é te perder. Ninguém quer estar errado. Mas eu espero de coração que eu esteja. Que quando nos encontrarmos que seja eterno, assim como sentíamos na nossa infância. Que seja bom enquanto dure. Mesmo que durar pouco. Porque eu não quero acreditar que uma amizade que foi tão grande e importante um dia, se destrua dessa maneira...vazia, seca, triste. Sinto falta de você. Sinto falta da nossa amizade. Sinto falta de te ter perto de mim. 
Acho que o que dói mesmo é crescer. E perder um pouco daquela amizade pura que só as crianças sabem ter.

                                                                                                                           Ana Carolina Maia