“Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.” - Clarice Lispector

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

As vidas de Chico Xavier

Chico Xavier viveu seus 92 anos no limite. Com um pé na terra e outro no além, fechou os olhos e pôs no papel poemas, crônicas, mensagens. Em mais de 400 livros psicografados, mortos ilustres e anônimos consolaram os vivos, pregaram a paz e estimularam a caridade. Para os milhares de admiradores fervorosos, foi um santo. Para os descrentes, no mínimo um personagem intrigante. Em 2002, o médium que foi eleito um dos brasileiros mais importantes do século XX encerrou sua missão. Multidões formaram filas para se despedir de um homem que foi enaltecido e insultado, indicado para o Prêmio Nobel da Paz e alvo de faca e revólver. Desprezado por intelectuais, adulado por poderosos, Chico Xavier viveu imune a uns e outros. Virou mito. E, depois de morto, um capítulo da história escrito pelo jornalista Marcel Souto Maior.


As vidas de Chico Xavier - Marcel Souto Maior.

Eu tenho que falar: Amei a capa deste livro. E com certeza, também amarei o conteúdo do mesmo. Começando a lê-lo hoje. ;)

Curiosidade: Chico Xavier disse, antes de morrer, que no dia de sua morte o Brasil estaria em festa, feliz. No dia 30 de junho de 2002, enquanto o Brasil comemorava o pentacampeonato de futebol, o coração de Chico parou. 

"Chico morreu em casa, como queria, sem dor nem sofrimento." "Pouco antes de dormir, ergueu as mãos para o alto, como sempre fazia, e rezou pela última vez."

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A marca de uma lágrima

_ Eu sou o Fernando. E você?
_ Eu? Sou a ilusão...
_ É um nome estranho pra quem está sozinha. A ilusão nunca está sozinha...
_ Pode me chamar de cretina, então. É o meu apelido.
_ Cretino é aquele que crê em tudo que ouve. Você acredita em tudo?
_ Eu? Não. Só naquilo que me ilude.
_ Acreditaria se eu disesse que é a garota mais linda da festa?
_ Não. Eu diria que você está me gozando. E o esbofetearia.
_ Seria uma nova experiência ser esbofeteado por uma ilusão.
_ Ou por uma cretina...
_ Você tem resposta pra tudo, não é?
_ Não. Só pra gente que tem pergunta pra tudo.


A marca de uma lágrima - Pedro Bandeira

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Marley and me

Nossa, eu estava fuçando minha bagunça de pastas e arquivos no meu computador e de repente me deparo, com um arquivo de texto, com um pedaço do final do livro "Marley & Eu". Cara, como eu gostei desse livro. Muito lindinho mesmo (: Recomendo super!
Está aqui então, um pedaço do livro que emocionou tanta gente, não só a mim.



“Enquanto Marley envelhecia e adoecia, ensinou-me a manter o otimismo diante da adversidade. Principalmente, ele me ensinou sobre a amizade e o altruísmo e, acima de tudo, sobre lealdade incondicional.
Era um conceito interessante que só então, após a morte dele, eu compreenderia inteiramente. Marley como mentor. Como professor e exemplo. Seria possível que um cachorro pudesse mostrar aos seres humanos o que realmente importava na vida? Eu acreditava que sim. Lealdade. Coragem. Devoção. Simplicidade. Alegria. E também as coisas que não tinham importância. Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não.”




Marley & Eu - John Grogan

Lindo, lindo mesmo. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Crepúsculo


[...] Eu estava prestes a me sentar, mas Edward sacudiu a cabeça pra mim.
_Quem sabe um lugar mais reservado?_ insistiu ele em voz baixa para a hostess. Eu não tinha certeza, mas tive   a impressão de que ele lhe passou furtivamente uma gorjeta. Nunca vi ninguém recusar uma mesa, a não ser nos filmes antigos.
_Claro. _ Ela parecia tão surpresa quanto eu. Virou-se e nos levou por uma divisória a um pequeno círculo de bancos. _todos eles vazios. _ Que tal por aqui?
_Perfeito. _ Ele abriu seu sorriso resplandecente, estonteando a mulher por um momento.
_Hmmm_ ela sacudiu a cabeça, piscando_ Vocês serão atendidos logo. _ Ela se afastou, meio desequilibrada.
_Não devia fazer isso com as pessoas. _critiquei. _ É muito injusto.
_Fazer o quê?
_Deixá-las tontas desse jeito... Ela pode estar ofegando na cozinha agora mesmo.
Ele pareceu confuso.
_Ah, sem essa_ disse eu, desconfiada. _ Você deve saber o efeito que tem sobre as pessoas.
Ele inclinou a cabeça de lado e seus olhos eram curiosos.
_Eu deixo as pessoas tontas?
_Não percebeu? Acha que todo mundo faz o que você quer com essa facilidade toda?
Ele ignorou minhas perguntas.
_Eu deixo você tonta?
_Com muita freqüência _admiti.[...]
 

- Crepúsculo - Stephenie Meyer - 

sábado, 5 de dezembro de 2009

Crepúsculo

"Ele ergueu a mão, hesitante, o conflito assolando seu olhar, e afagou rapidamente meu rosto com a ponta dos dedos. Sua pele estava gelada, como sempre, mas o rastro de seus dedos em minha pele era alarmantemente quente - como se eu tivesse queimado, mas sem sentir dor."

Crepúsculo - Stephenie Meyer